UBER: “Ao invés de incentivar, eles criminalizam”, afirma motorista que resiste a ameaças de multa da Prefeitura

uber-rbr“Ao invés de incentivar, eles criminalizam”

Às 14 horas, uma das equipes da TV Gazeta solicitou, via aplicativo Uber, um carro na sede da emissora na Avenida Antônio da Rocha Viana. A informação era de que o motorista estaria em frente à empresa em 4 minutos.

Exatamente no tempo combinado, um Fusion branco, modelo de luxo da montadora Ford, estava à disposição da equipe. Ao volante, um jovem estudante de Engenharia Civil da Ufac.

Comunicativo, ele tem na ponta da língua a leitura a respeito da postura da Prefeitura de Rio Branco em relação ao novo serviço oferecido. “Eu fiz concurso público, espero ser chamado. Enquanto isso, tenho que me virar. Com tanto desemprego, ao invés de o poder público incentivar essa possibilidade de geração de renda, o que ele faz? Criminaliza”.

A fala do jovem motorista fazia relação com o entendimento da Procuradoria do Município sobre o aplicativo: o Município entendeu que o serviço não atende o que preconiza o Código de Trânsito Brasileiro e vai aplicar multas e apreender carros que fizerem transportes de passageiros remunerados e irregulares.

O jovem motorista não quis se identificar. Ele disse que a interpretação da Procuradoria do Município não intimida a adesão de novos motoristas no trabalho com o aplicativo. No momento em que a equipe acionou o serviço havia 50 carros à disposição.

A “corrida” da Avenida Antônio da Rocha Viana até a galeria do antigo hotel Imperador Galvez custou R$ 7,50.

As informações e imagem são do site Agazeta.net.