TelexFREE EXCLUSIVO: Regra da sentença pode transformar sonho de ressarcimento em pesadelo dos divulgadores; Dinheiro pode ir para Fundo do Governo

Um print de uma postagem que circula nas mídias sociais, feita pela Promotora Alessandra Marques (que foi curiosamente deletado posteriormente), despertou pânico aos Divulgadores da Telexfree que sonham em ter seus investimentos finalmente ressarcidos.

A postagem da promotora ocorreu logo após a Justiça do Acre publicar a sentença da ação civil pública contra a empresa Ympactus Comercial S/A (Telexfree), na qual a juíza de Direito Thais Khalil determinou que a empresa devolva o dinheiro de todos que investiram no sistema de pirâmide, desde que estes comprovem seus investimentos. A sentença é definitiva e não cabe mais recurso, de acordo com a juíza.

O problema está exatamente nesta regra da sentença, pois estima-se que 90% dos investidores não possuem qualquer comprovantes, uma vez que os Pacotes VoIP foram pagos com saldo de bônus virtual dos Back Offices dos “líderes” formadores de rede.

O alerta da promotora

“Pessoas têm feito perguntas para mim sobre como devem proceder para receber o que investiram na Telexfree. Desde o início, antes da ação ter sido proposta, eu comecei a avisar a todos (todos incluem até o porteiro do meu prédio!), na fase de investigação ainda, que precisavam sempre ter como provar o que investiram. Pois bem. Agora é a hora de usarem esses documentos, para que possam receber exatamente aquilo que está na sentença”, informou Alessandra Marques.

Na mesma postagem, a promotora fez um alerta que despertou atenção dos Divulgadores. “Mas, atenção, se ao final de um ano, não houver habilitação de interessados em número compatível com a gravidade do dano, o MPE, conforme o art. 100 do Código de Defesa do Consumidor, promoverá a liquidação e execução da indenização devida, que irá para o Fundo de Direitos Difusos. Assim, estou aqui explicando como funciona a lei! Sejam rápidos, para que possam receber o que lhes é de direito, porque o Direito não socorre a quem dorme”, sugeriu Alessandra.

Em 2016 os valores bloqueados, já corrigidos, se aproximavam de R$700 milhões. Estima-se que o número de Divulgadores em todo Brasil se aproxima de 2 milhões.

O Fundo de Direitos Difusos, citado por Alessandra, financia projetos que visam à reparação dos danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico, paisagístico, por infração à ordem econômica e a outros interesses difusos e coletivos.

Ocorre que não existe uma regra clara para estabelecer o “número de habilitados compatível com o dano” citado pela promotora, fato que pode representar, definitivamente, no golpe de misericórdia aos sonhos de milhares de Divulgadores em ressarcir seus investimentos, justamente após receberem eufóricos a notícia da liquidação da sentença que garante o ressarcimento dos valores investidos.

Vejam o print da postagem de Alessandra Garcia Marques:

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Da Redação do Acrealerta.com.