TelexFREE: Brasileiro detido nos EUA com US$ 20 milhões em colchão ganha ‘corrente’ na web

Família divulgou comunicado sobre brasileiro preso nos EUA em rede social (Foto: Reprodução / Facebook)A família de Cléber Rene Rizério Rocha, acusado de guardar US$ 20 milhões (R$ 64 milhões) sob um colchão nos Estados Unidos, admitiu a ligação dele com a Telexfree em um comunicado divulgado em uma rede social. O texto assinado pela família Rizério Rocha afirma que Cléber foi “manipulado a fazer um grande favor” para um “sócio que se dizia amigo e até um pai”.

O brasileiro, que morava no Espírito Santo, foi preso em Massachusetts na quarta-feira (4) pela polícia norte-americana, segundo a Polícia Federal no Espírito Santo. Ele é acusado de conspiração para cometer lavagem de dinheiro em caso ligado à investigação da Telexfree. De acordo com a imprensa norte-americana, o brasileiro pode pegar até 20 anos de cadeia e ser multado em até US$ 250 mil (R$ 800 mil).

Família divulgou comunicado sobre brasileiro preso nos EUA em rede social (Foto: Reprodução / Facebook)

“O que nos entristece é que ele foi apenas cumprir ordens como funcionário exemplar que era e sempre foi, e não tinha conhecimento do que estava acontecendo. Para quem conhece Cléber ou ‘Clebinho’, como alguns o chamavam, tenho certeza de que acreditam no caráter dele. A família está fazendo de tudo, através da Justiça, para que em breve ele esteja entre nós e em seu país de origem”, diz o texto.

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Questionado sobre a relação de Cléber com a Telexfree, o advogado da empresa, Horst Fuchs, não quis se manifestar.
O Ministério Público Federal (MPF-ES) disse que, no momento, não pode divulgar informações sobre o caso. A 1ª Vara Federal Criminal de Vitória não recebeu nenhuma notícia oficial sobre a prisão.
Familiares foram procurados pelo G1 para comentar sobre o texto, mas não deram retorno.

No comunicado, a família pede adesão a uma corrente de oração e agradece aos amigos e familiares pelo apoio a Cléber. Também no texto, eles contam que o acusado veio para o Espírito Santo aos 18 anos e que cresceu profissionalmente por mérito próprio, mas acabou se envolvendo com um sócio da Telexfree.

“Com o passar dos anos, infelizmente, foi chamado para trabalhar em uma empresa que é da família do ‘sócio da Telexfree’, a qual responde por processo e é investigada atualmente nos EUA e no BR. Como funcionário dessa empresa, ele se destacou e cresceu profissionalmente, assim conquistando uma grande amizade com todos os familiares e o tal ‘sócio da Telexfree’, amizade que eles confundiram e manipularam a fazer um grande favor!”.

Investigações
Segundo a Polícia Federal no Espírito Santo, há meses havia compartilhamento de informações com autoridades norte-americanas sobre o caso da empresa Telexfree.
Durante as investigações que resultaram na prisão do acusado, a PF relatou que, em outubro de 2014, Carlos Nataniel Wanzeler — sócio da Telexfree foragido dos EUA —  enviou três pessoas para o país para movimentar a quantia de dinheiro que estava escondida para retornar ao Brasil. Uma dessas pessoas era Cléber Rene Rizério Rocha.

Além disso, a Polícia Federal forneceu aos policiais americanos fotografias encontradas no telefone apreendido de Carlos Wanzeler, entre elas uma imagem de um cartão de um banco localizado em Hong Kong.

A intenção de Carlos Wanzeler, seria enviar o dinheiro dos EUA para Hong Kong e, posteriormente, de lá para o Brasil, local onde fixou moradia depois da fuga.

Telexfree
O americano James Merril, um dos donos da Telexfree, admitiu ser culpado por “fraude” e “conspiração” à Justiça de Massachusetts, de acordo com informações do jornal The Wall Street Journal. Merril e seu sócio brasileiro, Carlos Wanzeler, são acusados de montar um esquema de pirâmide financeira para venda do serviço de telefonia Voip que atraiu cerca de 1 milhão de pessoas.

Leia o comunicado da família Rizério Rocha:
“Campanha de oração!

A família Rizério Rocha vem, através deste relato, pedir para que todos entrem nesta campanha de oração, e também vem agradecer a todas as pessoas que estão nos apoiando: famíliares, amigos, conhecidos e professores do Cléber. Todos nós estamos vendo as notícias dos últimos dias, uma notícia muito triste para todos. Gostariamos, aqui, deixar registrado um pouco da história de Cléber Rene. Para quem o conhece, sabe perfeitamente que tudo o que está sendo noticiado não é da índole dele. Cleber Rene foi criado na cidade de Brumado-BA, cresceu, fez amigos, amigos como irmãos. E esses amigos entraram e estão entrando em contato com a família e dando apoio nesta luta. A mídia divulga aquilo que lhe convém! Muitas informações não condizem com a realidade do acontecido. Continuando… ele, com 18 anos, foi batalhar pelo seu sonho no estado do Espírito Santo. Com a ajuda de um grande amigo, ele estudou e cresceu profissionalmente com o suor de seu trabalho. Com o passar dos anos, infelizmente, foi chamado para trabalhar em uma empresa que é da família do ‘sócio da Telexfree’, a qual responde por processo e é investigada atualmente nos EUA e no BR. Como funcionário dessa empresa, ele se destacou e cresceu profissionalmente, assim conquistando uma grande amizade com todos os familiares e o tal ‘sócio da Telexfree’, amizade que eles confundiram e manipularam a fazer um grande favor!

Cléber Rene, no dia 31 de dezembro de 2016, viajou com sua esposa para New York, EUA, em férias para virada de ano. Foi aí que o ‘sócio e que dizia amigo e até um pai de Cléber’ tirou proveito da grande pessoa que Cléber era. O tal ‘sócio’ pediu que fosse até essa cidade buscar alguma coisa, a qual não havia dito ainda o que era, e assim Cleber fez. Porém, como já dito acima, a Telexfree já vinha sendo investigada pela polícia americana. Com isso, testemunha trabalhando contra a Telexfree, juntamente com a polícia, teria armado o recebimento do que Cléber iria entregar. Como cita a mídia, eles já estavam monitorando e investigando a empresa. Cléber foi detido nos EUA com dinheiro ilegal do ‘sócio da Telexfree’. O que nos entristece é que ele foi apenas cumprir ordens como funcionário exemplar que era e sempre foi, e não tinha conhecimento do que estava acontecendo. Para quem conhece Cléber ou ‘Clebinho’, como alguns o chamavam, tenho certeza de que acreditam no caráter dele, um ser humano diferente, especial, digno, bom caráter e trabalhador. A família está fazendo de tudo, através da Justiça, para que em breve ele esteja entre nós e em seu país de origem.

A mídia é manipuladora, fala sem apurar os fatos, e mata as pessoas, não fisicamente, mas psicologicamente, com informações que podem destruir a vida de um ser humano, destrói a família. Através desta nota, a família Rizério Rocha pede para que todos divulguem em redes sociais e grupos de Whatsapp, para expor o real acontecimento dos fatos.

Família Rizério Rocha agradece!”

As informações são do G1 ES, por Manoela Albuquerque.

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