Taxista morto em Rio Branco fazia corridas para membros de facção, diz polícia

taxistaAs investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontam que o motivo da morte do taxista Andreson Martins do Nascimento, de 29 anos, foi uma cobrança por questões pessoais, já que, segundo a polícia, Nascimento fazia corridas para membros de uma facção. A informação foi repassada pelo delegado Rêmulo Diniz, na manhã desta segunda-feira (17).

Nascimento foi encontrado morto na madrugada de sábado (15), no Ramal do Sinteac, em Rio Branco. Ele teve as mãos amarradas e foi morto com cinco tiros. O carro da vítima foi encontrado horas depois, no bairro João Paulo II, região da Baixada da Sobral, por um grupo de taxistas.

“Foi apurado que não foi um crime vinculado ao patrimônio ou a profissão dele. Os criminosos não tinham intenção de subtrair o veículo, já que ficou abandonado. Foi uma pessoa que teve agressões físicas e uma execução. Teve as mãos amarradas, e a principal linha de investigação é uma questão particular da vítima. Estamos apurando essas razões”, explicou o delegado.

Ainda segundo Diniz, a polícia descartou o latrocínio, mas investiga também outras razões para o crime. “Pelo que foi apurado foi devido a esses ‘corres’ [corridas para facções]. Fazia essas chamadas preferenciais e isso tinha resultado negativo para outras pessoas. Não tinha investigação contra ele, mas a apuração dos fatos aponta que foi uma cobrança, uma questão particular que ele foi vítima desse crime bárbaro”, finalizou.

As informações são do G1 AC, por Aline Nascimento.