Sindicatos declaram guerra contra a violência nos hospitais

huerbO Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC), o Sindicato dos Vigilantes e o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sintesac) anunciarão durante o ato da manhã desta quinta-feira, no Pronto Socorro, um protesto para reivindicar mais segurança nos hospitais. A manifestação está prevista para quarta-feira (9), no Centro de Rio Branco.

O objetivo é mostrar para a população os perigos vividos pelos trabalhadores e pelos pacientes das unidades de saúde que estão sendo vítimas de furtos, assaltos, ameaças, chegando a ocorrer mortes.

A mobilização retoma um movimento iniciado em 2015, quando houve o fechamento da BR-364, na frente do Hospital das Clínicas, para protestar contra a onda de violência que passou a assustar as pessoas que frequentam os hospitais públicos. Na época, uma quadrilha invadiu o hospital em busca de dinheiro, celulares e para levar o caixa eletrônico.

Os sindicalistas afirmam que há dois anos os registros de violências ocorridas dentro do ambiente hospitalar vêm crescendo de forma exponencial. Uma comissão foi formada para debater o tema com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), sendo realizadas diversas visitas às instituições para a implementação de estratégias capazes de coibir os crimes, mas até o momento o governo do Estado não aplicou as determinações.

Os representantes das entidades estão convocando os filiados e a população para o protesto e, caso o poder público deixe de implementar melhorias, uma paralisação poderá ser deflagrada por todas das categorias. O objetivo é evitar mais mortes, como a do vigilante, ocorria na quinta-feira, 27 de julho, na Maternidade do Juruá.

Fora Barros

O anúncio sobre a protesto que reivindica mais segurança nos hospitais será durante o Ato Fora Barros, marcado para as 8h30 desta quinta-feira, no Pronto Socorro. A mobilização desta semana tem o objetivo protestar contra as afirmações do ministro da Saúde Ricardo Barros que chegou a ofender os trabalhadores da saúde em diversas solenidades públicas.