Prefeitura e Sindcol não comparecem em audiência pública na Aleac e deputados decidem abrir CPI do transporte público

aleacA audiência pública para debater o aumento da passagem de ônibus em Rio Branco não teve o desfecho esperado pelos deputados da Assembleia Legislativa do Acre nesta quarta-feira (23).

Sem a presença do Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos do Estado do Acre (Sindcol) e a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans), os parlamentares não conseguiram analisar as planilhas das empresas de ônibus e nem propor a suspensão do aumento.

Desde o ano passado, a decisão sobre a tarifa de ônibus está nas mãos apenas do Conselho Tarifário. Os vereadores aprovaram uma lei que tirava deles o poder de interferir na decisão.

A proposta esse ano é que o preço passe de R$ 3,50 para R$ 4,03 – um aumento de mais de 50 centavos. A audiência proposta pela Comissão de Serviço Público da Aleac tinha como objetivo analisar as planilhas e certificar se o aumento é necessário.

O presidente da comissão, Eber Machado, questionou ainda o fato de há 10 anos não ter processo licitatório para escolher a empresa que presta o serviço na capital.

“Deu para fazermos um debate com representantes e alguns conselheiros tarifários, mas não conseguimos o encaminhamento que queríamos. Iríamos propor a suspensão imediata desse aumento e a criação de um observatório do transporte público”, explica.

Esse observatório seria formado por órgãos fiscalizadores, além da Câmara de Vereadores. Sem conseguir dialogar com as empresas, a comissão decidiu abrir uma CPI.

“Na próxima terça-feira [29], entraremos com requerimento para que seja instalada uma CPI dos transportes públicos da capital”, finaliza.

Através da assessoria de imprensa, a RBTrans informou que o conselho está com a agenda cheia e que os representantes participaram de alguns encontros para debater o tema.

As informações são do G1 AC, por Quésia Melo e Tácita Muniz.