“Nada a temer”, diz condenado por tráfico de influência e corrupção ativa durante sua volta à Câmara de Rio Branco

juruna-FORAGIDOCondenado pela Justiça do Acre a mais de nove anos pelos crimes de tráfico de influência e corrupção ativa, o vereador José Carlos dos Santos Lima, conhecido como Juruna, retornou às atividades legislativas na Câmara de Rio Branco nesta terça-feira (8). Antes de iniciar a sessão, Juruna comentou que não tem “nada a temer” sobre as acusações que pesam contra ele e disse que vai continuar o mandato de “cabeça erguida”.

“É um recomeço do trabalho. A gente vai provar nossa inocência nos tribunais superiores. Eu não tenho nada a temer. Vou desenvolver meu mandato, que eu fui eleito para isso. Fui muito hostilizado, mas sou um homem público. Tenho que manter a postura e o trabalho, no mais, estamos de cabeça erguida”, disse Juruna.

O retorno do vereador se deu após o Supremo Tribunal Federal (STF) conceder liminar de habeas corpus na última terça (2). Ele foi considerado foragido por quase 40 dias e chegou a pedir 120 dias de afastamento, sem ônus, da Câmara para “cuidar da sua defesa”. Um requerimento deferido pela Casa autorizou o retorno de Juruna ao legislativo mirim.

Sobre as acusações que pesam contra ele, Juruna afirmou que vai provar no STF. “Minha defesa já provou isso, o Supremo já provou que a prisão era ilegal. Isso aqui é coisa que passou, é página virada para mim. Vamos nos defender e mostrar nosso trabalho. Firme e forte, é um trabalho de 25 anos que nós vamos continuar, sem dúvida nenhuma”, alegou.

O vereador justificou ainda o porquê de não ter se entregado à polícia, já que estava com mandado de prisão em aberto desde o dia 23 de março. “Porque acredito na minha inocência e o Supremo provou isso, que eu sou inocente”, disse.

Juruna também falou sobre os atestados que apresentou na Casa devido ao quadro de depressão. Segundo ele, desde que um dos filhos foi assassinado, há dois anos, ele tem depressão e após as graves acusações, acabou piorando e procurou um médico.

“Dia 17 de maio faz dois anos que um filho meu foi assassinado brutalmente e aí as pessoas pegaram pesado, eu tenho um quadro depressivo. Então, fui lá na Upa, fiz o prontuário, passei três horas e meia como todo cidadão esperando”, concluiu.

As informações são do G1 AC, por Iryá Rodrigues e Aline Nascimento.