Governo elimina Nelson Sales e determina indicação de Mano Rufino como pré-candidato a prefeito de Sena

Não seria desta vez que os irmãos Viana aceitariam o retorno de um membro da família Sales ao poder, especialmente, no comando do terceiro maior colégio eleitoral do Acre, o município de Sena Madureira.

 

Mesmo sendo considerado o nome mais forte entre as três opções do prefeito Nilson Areal (Nelson Sales, Mano Rufino e Biléu “do Incra”), no âmbito do Partido da República (PR), Nelson Sales foi simplesmente descartado, não pelo seu partido, ou pela vontade do atual prefeito, mas pelo alto clero petista acreano. A determinação para que Areal eliminasse Nelson da disputa veio do topo da pirâmide do poder no Acre.

 

Nossa reportagem entrou em contato com alguns membros da oposição no município, os quais comemoraram a decisão, pois reconhecem que Mano Rufino seja um candidato fraco.

 

“Mano não chega nem perto do Nelson, o preferido do prefeito, mas o Governo rejeitou, com receio dele se bandear pro lado da oposição, articulado pelo seu irmão Normando Sales”, comentou um político de família influente no município, que preferiu não se identificar.

 

Que a pré-candidatura de Nelson Sales estaria sendo boicotada pelos irmãos Viana, isso já era público e notório. Mas outro fato inesperado ocorreu também no mesmo dia em que Nilson Areal, cumprindo determinações “superiores”, descartou o nome de Nelson, anunciando Mano Rufino como o pré-candidato do PR. Osman Sales, então Diretor Geral do TRE/AC, foi inesperadamente exonerado do cargo, indicando claramente que a decisão é banir qualquer cidadão que possuoa vínculos familiares ou qualquer relação de confiança com um dos principais assessores de Bocalom (PSDB), o tucano Normando Sales.

 

O vereador Mano Rufino foi apresentado oficialmente como pré-candidato hoje (30/04), em reunião realizada no gabinete do prefeito Nilson Areal, com a presença das principais lideranças do PR no município, a exemplo de Ney Areal (presidente do Diretório municipal) e Biléu “do Incra” (presidente da Câmara de vereadores).

 

“Essa foi uma escolha muito difícil pra mim, uma vez que tínhamos nomes fortes na disputa. Mas com grandeza e humildade chegamos a um denominador, indicar o nome do Mano. Isso fortalece ainda mais o grupo, porque aqui é assim: o projeto está acima dos desejos particulares”, disse Nilson Areal.

 

Para compor a chapa, alguns nomes ainda estariam na disputa, a exemplo do atual vice-prefeito Jairo Cassiano (PDT), Hermano Filho (PCdoB), J. Guimarães (PT), sendo este o menos cotado e, por último, Juza Bispo (PDT), presidente do Diretório municipal do partido e indicação da maior liderança religiosa do município, Padre Paulino.

 

A disputa ainda deve gerar muita dor de cabeça para Nilson Areal. Resta saber qual a real intenção do governador Tião Viana em eliminar os homens de confiança de Areal no processo de sucessão municipal. Em síntese, fica apenas a imagem da hierarquia política municipal, despedaçada.

 

 

Da Redação do Acrealerta.com

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