Garota de programa desaparecida há 4 dias pode ter sido morta por cliente, diz pai

girl-programaA família da jovem Rogéria Brito Pessoa, de 17 anos, acredita que a adolescente tenha sido morta por um cliente. Rogéria, também conhecida como Aline, era, segundo os familiares, garota de programa e estava desaparecida desde a sexta-feira (10).

O corpo da adolescente foi encontrado em estado de decomposição na manhã desta quarta (15), em um matagal atrás de uma chácara no bairro Taquari, em Rio Branco.

A jovem foi identificada pela família através de uma tatuagem e da roupa que ela usava. A Polícia Militar do Acre (PM-AC), que foi acionada por populares para atender a ocorrência, afirmou que não foi possível observar se havia perfurações e, portanto, não teria como informar a causa da morte. Equipes do 2º Batalhão da PM fizeram buscas nas proximidades de onde o corpo foi achado, mas até a publicação desta reportagem ninguém foi preso.

Ao G1, o pai da jovem, Luiz Carlos Pessoa, de 49 anos, confirmou que Rogéria fazia programas e disse procurar entender o que aconteceu com a filha. Rogéria morava com uma amiga e saiu de casa na sexta para encontrar um cliente no bairro Manoel Julião, também na capital.

“Não era do meu alcance, mas sabia. Um pai e mãe sabem. Aconselhei tanto, mas saía com malandros. Com tudo isso, era minha filha e não queria que fizesse isso com ela”, desabafou.

Mesmo morando fora de casa, Pessoa lembra que a filha ia visitar a família todo dia. Ele acredita ainda que Rogéria pode ter sido morta por um cliente. “O cara levou para fazer um programa, talvez ela não quis e matou ela. Ela não era feia, era bonita. Todo mundo falava. O cara matou ela por estupro”, especulou.

O pai esteve na Delegacia de Flagrantes (Defla) para pegar a guia de liberação do corpo da filha. Revoltado, o pai reclamou da demora no procedimento. Ele acrescentou que não tem condições para comprar um caixão para enterrar a filha.

“Acho que querem que não tenha velório. Uma filha da gente morre e ainda fazer uma coisa dessa. É uma tristeza. Não tem como velar uma pessoa só os ossos. Como vou fazer para enterrar essa criança. Ainda vou atrás de um caixão, não sei se a prefeitura dá ou não. Não tenho condições”, concluiu.

As informações são do G1 AC, por Aline Nascimento.