Fiz para proteger a minha filha daquele monstro’, diz mãe que cumpre pena no Acre por matar o marido

presidio_cruzeiroEm uma cela da ala feminina do Presídio Manoel Neri, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, uma mulher, de 35 anos, passa mais um Dia das Mães sem ver a filha. O quinto, desde que foi presa em 2012 por matar o segundo marido. Questionada sobre o crime, ela responde com convicção: “Fiz para proteger a minha filha daquele monstro”.

O “monstro” apontado por ela é o companheiro falecido, a quem ela acusa de ter abusado sexualmente da filha do casal quando a menina tinha apenas três anos. Pela morte do homem, ela foi condenada pela Justiça do Acre a uma pena de 14 anos em regime inicialmente fechado.

“Eu sou homicida pela minha filha. Descobri que meu marido abusava da nossa filha, vi ele colocando o pênis na boca dela e acabei cometendo esse crime. O pior não foi perder a liberdade foi perder a minha filha”, desabafa.

A mulher era moradora de uma propriedade rural em um trecho da rodovia BR-364. Além da menina, cuja guarda ficou com os avós paternos, ela tem ainda mais dois filhos do primeiro casamento.

“A avó dela nunca trouxe. O último dia em que eu a vi foi antes de ser presa. Meus outros filhos vêm me visitar, mas mesmo assim não consigo deixar de sentir saudades da minha menina. Só queria que a avó dela tivesse piedade de mim e me deixasse vê-la”, se emociona.

O maior medo dela é que a filha não queira mais encontra-la ou a esqueça. “Eu tenho tanto medo da cabeça dela estar cheia de mentiras contra mim, mas assim que eu sair eu vou atrás dela e vou lutar pelo amor dela”, afirmou.

Apesar da saudade dos filhos, a mulher diz não se arrepender, já que além do suposto abuso, o marido seria abusivo.

“Por ela eu faria tudo de novo, sem dúvidas. Eu queria que ela soubesse que eu a amo e que eu todo dia penso nela, eu sofri tanto por causa dele. Ele me batia tanto e quando ele fez isso com a minha filha eu não podia deixar acontecer na minha frente”, finaliza entre lágrimas.

As informações são do G1 AC, por Anny Barbosa.

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