Família de pedreiro morto em troca de tiros quer investigação sobre disparo

Bope foi acionado para atender tentativa de assalto (Foto: Yuri Marcel/ G1)A família do ajudante de pedreiro José Ferreira de Souza, de 61 anos, pede que as autoridades investiguem o autor do disparo que o matou. Souza foi atingido durante uma troca de tiros entre dois suspeitos de assalto e um policial militar na Rua Floresta, bairro Conquista, em Rio Branco na terça-feira (14).

Ao G1, a Polícia Civil informou que uma análise balística deve ser produzida pela perícia criminal para esclarecer de qual arma saiu o projétil que atingiu a vítima. O laudo pericial deve ser entregue em até 30 dias podendo ser prorrogado por mais 30.

O coronel Marcos Kimpara explica que devem ser abertos dois inquéritos para investigar o ocorrido, um da Polícia Militar e outro da Delegacia de Polícia Civil que está responsável pelo caso. Como um menor foi apreendido, a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) está responsável pelo caso.

"Infelizmente foi uma fatalidade e prestamos nossa solidariedade à família. Vamos aguardar toda a investigação, desde a análise balística até ouvir as testemunhas, como o dono do salão onde ocorreu o assalto, para poder definir as medidas que devem ser tomadas. A investigação vai dizer o que de fato aconteceu", destaca.

A vítima estava trabalhando na construção de um muro na casa do genro quando começou a troca de tiros. Ele chegou a ser levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, mas, segundo o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), morreu ao chegar ao Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). O corpo está sendo velado na Funerária São Francisco, no bairro Bosque.

“Ele estava trabalhando quando aconteceu isso. Só acreditei quando vi aqui, meu irmão não era de ofender ninguém. A polícia atira no bandido, o bandido atira na polícia, já atinge outro que está longe”, diz a irmã da vítima Raimunda Rosa Brandão, de 59 anos, que defende a investigação.

Entenda o caso
A troca de tiros começou após uma tentativa de assalto a um salão de beleza ao lado da casa em que estava o pedreiro. O cabeleireiro Sidney da Silva, de 41 anos, proprietário do salão, cortava o cabelo de um policial militar quando os suspeitos chegaram, por volta das 16h, e anunciaram o assalto. Porém, ao perceber que o cliente tratava-se de um oficial, que estava fardado, os indivíduos se assustaram.

“Eles se desesperaram e disseram: é polícia, é polícia, vamos atirar nele. Puxaram a arma e apontaram para mim”, contou Sidney. O cabeleireiro diz que nesse momento os suspeitos teriam tentado efetuar ao menos dois disparos, mas a arma falhou.

Um terceiro disparo, entretanto, feito enquanto os suspeitos fugiam acabou atingindo a porta de vidro do salão, que ficou estilhaçada. “E aí eles recuaram, foi quando o policial saiu atrás e na saída eles acertaram o senhor que trabalhava na residência ao lado”, conta. O disparo que atingiu o pedreiro teria sido o quarto disparado.

Um dos suspeitos que é menor de idade foi preso, mas o outro, que seria autor dos disparos, ainda está foragido.

As informações são do G1 AC, por Quésia Melo e Yuri Marcel.

Foto: Yuri Marcel/G1

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