Facções ameaçam e causam terror na UPA do Segundo Distrito de Rio Branco

upa-terrorUPA do segundo distrito é tomada pelo terror com mais uma ameaça de invasão e assalto
A grave situação de segurança por que passa o Estado do Acre parece não ter fim. A bola da vez agora são as unidades de saúde a sofrerem ameaças. Na madrugada desta segunda-feira (26) o clima foi de completo terror na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade do Povo, com ameaças supostamente oriundas das facções criminosas.

Francinete Barros, secretaria geral do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac) informou ter recebido o relato de um servidor da UPA, o qual, em pânico, disse que nesta madrugada foi mais um período de pânico e terror.

tiros-upa“Ele trouxe a informação que um dos bandos que domina a cidade estava preparando para fazer um arrastão na UPA para roubar quem estivesse por lá, servidor ou paciente. Os marginais teriam ainda avisado que se houvesse um segurança com arma, eles iriam tomar a arma para se fortalecerem mais para os próximos assalto”, informou a sindicalista.

Francinete alertou estarem os servidores estão passando por dificuldades e totalmente sem segurança em seus locais de trabalho e reclamou: “O estado precisa colocar polícia armada nas unidades com urgência. Do jeito que está não dá mais para trabalhar. Se o Estado não der uma resposta, não tem como trabalhar e quem vai pagar é população”.

A sindicalista revelou que o tiroteio ocorrido na quinta-feira foi dentro do hospital e próximo da ala da pediatria: “Isso está traumatizando os servidores, os quais por qualquer barulho mais forte estão se jogando no chão, trancando as portas e se escondendo”.

O Sintesac, enquanto instituição, enviou o alerta e reclamou da falta de ação por parte do Estado, pois o terror está disseminado por todas as unidades de saúde, nas UPAS e hospitais, pois ninguém tem segurança.
“Que botem até um tanque de guerra na entrada das unidades, mas nos deem a segurança que merecemos e necessitamos para poder salvar as vidas e atender às pessoas de bem”, finalizou Francinete.