Direção do Huerb diz que fechar portões foi ‘erro’ e que atendimentos seguem normais em Rio Branco

huerb-fechadoA direção do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) decidiu fazer uma coletiva de imprensa para falar sobre o fechamento dos portões da unidade que causou polêmica e reclamações de pacientes na última quinta-feira (1).

Nesta segunda (5), a gerente-geral do hospital, Michele Melo, afirmou que o fechamento foi “um erro” que já foi resolvido.

A gerente explicou que trabalham para melhorar o fluxo de atendimento na unidade e que, após conversas, foram determinadas algumas medidas. Nisso, algumas pessoas da equipe decidiram fechar, sem comunicação prévia ou decisão da direção do hospital, os portões no cadeado.

“Foi uma medida equivocada que logo nós resolvemos. O interessante não era deixar fechado no cadeado, mas informar à população que nós teríamos um novo fluxo de entrada no hospital. Foi um erro de entendimento que, desde já, peço desculpas a todos e que já foi resolvido”, destaca.

Gerente-geral destaca que tantos pacientes ambulatoriais quanto levados pelo Samu vão ser atendidos, mas em salas diferentes — Foto: Quésia Melo/G1

Gerente-geral destaca que tantos pacientes ambulatoriais quanto levados pelo Samu vão ser atendidos, mas em salas diferentes — Foto: Quésia Melo/G1

Novo fluxo

Michele afirma que o atendimento permanece normal e que, além dos pacientes levados pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), também vão atender os usuários ambulatoriais e encaminhá-los para outras unidades como Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Unidades de Referência de Atenção Primária (Uraps).

“Temos aproximadamente seis entradas de acesso no hospital e precisamos fazer com que o fluxo funcione para o servidor e também para o usuário. O que a gente fez foi transladar o fluxo de entrada do hospital para a porta de emergência lateral, assim o controle é maior e a gente teria uma maior qualidade na questão do acolhimento. Dessa forma receberíamos de forma mais segura todos os usuários que entrassem”, afirma.

Assim, conforme a gerente, todos permanecem sendo atendidos, mas em salas diferentes. Ela também afirma que a medida foi tomada por uma questão de segurança, pois atendem casos de pessoas vítimas de violência.

“Nesse momento em que nós estamos diante de tanta violência, às vezes, temos usuários do SUS que participaram de brigas, casos de violência e é uma forma de a gente controlar melhor a entrada de pessoas dentro do Huerb. Porém, a assistência continua igual, ninguém vai ficar sem atendimento”, explica.

Huerb diz que mudança no fluxo de atendimentos foi motivada para garantir melhor acolhimento e também segurança — Foto: Quésia Melo/G1

Huerb diz que mudança no fluxo de atendimentos foi motivada para garantir melhor acolhimento e também segurança — Foto: Quésia Melo/G1

Término de contratos dos servidores

O Huerb tem cerca de 1,2 mil funcionários, segundo a gerente. Ela afirma que não houve demissões em nenhum setor da unidade, mas que o contrato de alguns servidores temporários precisaram ser renovados.

“Algumas pessoas tiveram acesso a essa informação e interpretaram que houve exonerações. Eles saíram de um contrato e foram para outro, mas não foram exonerados de nenhuma forma”, destaca.

Falta de médicos

Michele também nega a falta de médicos escalados para atender os pacientes. Ela afirma que há médicos escalados em 24 horas.

“Os plantonistas da emergência são de escala de 24 horas. Existem algumas especialidades que ficam de sobreaviso, mas estão escalados. O que acontece, muitas vezes, é que no período noturno nós temos o descanso que todo profissional faz. As vezes temos dois médicos e um foi descansar e apenas o outro está atendendo. E as vezes o paciente entende que estamos com deficit de médicos, mas não é isso”, afirma.

Direção do hospital afirma que mudou apenas o fluxo de entrada dos pacientes que chegam por meios próprios e que chegam pelo Samu — Foto: Quésia Melo/G1

Direção do hospital afirma que mudou apenas o fluxo de entrada dos pacientes que chegam por meios próprios e que chegam pelo Samu — Foto: Quésia Melo/G1

As informações são do G1 AC, por Quésia Melo.