Criptomoedas: Guerra entre grupos busca liderança pelo mercado milionário das exchanges

BTCSe havia uma guerra secreta nos bastidores cenário brasileiro de criptomoedas, o primeiro tiro público foi dado na tarde desta terça-feira (08). A exchange brasileira Foxbit publicou no blog da empresa um intitulado “O QUE É PIRÂMIDE DE MADOFF? NÃO CAIA NO GOLPE”. No texto, há exemplos muito parecidos com a descrição do produto fornecido pela Atlas.

O segundo parágrafo do artigo diz o seguinte:

“A pirâmide de Madoff por outro lado, é um tipo de pirâmide Ponzi mais incomum no Brasil, ao contrário dos esquemas Ponzi convencionais, este tipo de esquema oferece rendimentos que são plausíveis aos olhos de investidores mais informados, geralmente oferecem em torno de 1 a 3% de retorno ao mês”.

Bernard Madoff ficou conhecido depois da crise de 2008 por ter criado uma esquema bilionário de fraudes no qual sempre remunerava seus investidores com porcentagens mais verossímeis do pirâmides tracionais no estilo Minerworld. Madoff hoje está na cadeia.

Na sequência, o artigo explica como funciona o esquema:

“Geralmente os golpistas que usam este sistema, se valem de um marketing muito agressivo para atrair cada vez mais novos investidores, eles também recrutam grandes e renomados investidores para dar mais credibilidade ao seu negócio”.

Dentro da estratégia deste tipo de golpe, diz o texto assinado por Lucas Bassotto, existe “uma técnica inovadora e exclusiva no mercado, e que por questão de estratégia comercial, não podem revelar o funcionamento desta técnica”.

“Em outras palavras, num esquema de pirâmide Madoff não há transparência sobre o funcionamento do mecanismo que permite os lucros acima do mercado, ou qualquer histórico que comprove a veracidade das operações”, escreve o community manager da Foxbit.

Mas é na parte dos exemplos que a comparação quase deixa de ser uma indireta para virar uma direta olho no olho. Ao criar uma empresa hipotética, o autor do artigo pede para que o leitor imagine uma empresa que oferece um rendimento de 3% ao mesmo para os clientes que depositarem dinheiro no fundo da empresa.

O funcionário da Foxbit prossegue: “Para justificar seus rendimentos, a empresa diz que um computador quântico executa um algoritmo que rastreia e sinaliza entre milhares de preços e dados, as melhores oportunidades de compra e venda do mercado.”

“No entanto, em momento algum, a empresa revela algum sinal das suas operações ou mostra como o suposto computador quântico funciona, a justificativa é para que eles não comprometam a estratégia comercial”, diz o post que só falta escrever a palavra robô.

E continua: “Mesmo que as oportunidades no mercado financeiro diminuam cada vez mais a cada dia com um maior número de volume, eles irão continuar investindo em muita propaganda e atraindo cada vez mais pessoas para o esquema”.

No final, o autor afirma que as pessoas percebem o que se passa mas é tarde demais pois “ou o golpista foge com todo o dinheiro, ou o fundo operado quebra porque as pessoas já sacaram todo o saldo”.

As informações são do Portal do Bitcoin.