Bolivianos fecham pontes e impedem passagem de veículos na fronteira com o Acre

Ponte está interditada e veículos são proibidos de fazer a travessia  (Foto: Alexandre Lima;Arquivo pessoal )As duas pontes que ligam o Brasil à Bolívia foram interditadas na manhã desta quinta-feira (8) por bolivianos que estão alegando falta de pagamento do governo. Apesar da crise ter sido do lado boliviano, o grupo fechou as duas pontes, em Epitaciolândia e Brasileia, e proíbem a passagem de carros. A manifestção ocorre desde às 4h horário do Acre (5h horário ba Bolívia).

O G1 entrou em contato com o consulado boliviano no Brasil, que fica no município de Brasileia, e foi informado que as negociações estão sendo tratadas do lado boliviano, mas que estão acompanhando o conflito que interfere no direito de ir e vir dos brasileiros. O consulado disse ainda que embora não esteja interferindo nas negociações, o clima não está tenso, uma vez que a travessia pode ser feita a pé.

Falta de pagamento pode ter causado protesto de bolivanos  (Foto: Alexandre Lima/Arquivo pessoal)Falta de pagamento pode ter causado protesto de bolivanos (Foto: Alexandre Lima/Arquivo pessoal)

O jornalista Alexandre Lima conta que um dos motivos de terem fechado as pontes é que o combustível, que chega até Pando, passa pela rodovia acreana. Por isso, os bolivianos teriam bloqueado a passagem.

“Interfere muito porque estamos no fim de ano e sempre abre mais vendas para o Natal e, com isso, não se pode passar para o lado boliviano. Os brasileiros que fazem medicina na Bolívia também são prejudicados. Então, o ponto mais crítico é esse de uma possível radicalização”, conta.

Brasileiros e bolivianos fazem a travessia a pé (Foto: Alexandre Lima/Arquivo pessoal)Brasileiros e bolivianos fazem a travessia a pé
(Foto: Alexandre Lima/Arquivo pessoal)

A jornalista Débora Thaumaturgo, de 36 anos, que é acadêmica do 6º período do curso de medicina em Cobija diz que o fechamento das pontes causou um transtorno para os estudantes que precisam ir ao país vizinho levar documentação por conta do fim do período.

“Precisei levar uma documentação na faculdade e tive que deixar o carro em Epitaciolância, no lado Brasileiro, porque não deixaram passar de carro, só a pé. Mesmo assim, eles [bolivianos] perguntam para onde estamos indo. Todos os estudantes estão com essa dificuldade. Ter que deixar o carro é um transtorno, porque aí temos que fazer tudo a pé e é longe”, reclama.

Débora disse ainda que a alternativa para quem recisa atravessar é pegar um mototáxi do lado boliviano. “A informação que eu tive aqui em Cobiija é que eles [manifestantes bolivianos] vão ficar com as pontes fechadas até a segunda [12] e, se o problema não for resolvido, eles vão ficar a semana que vem toda”, acrescentou.

As informações são do G1 AC, por Janine Brasil e Tácita Muniz.

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