Após dizer que pessoas com Down são “filhos de ETs com macacas”, delegado se afasta do cargo no Acre

delegado-preconceito-downApós ofender pessoas com síndrome de Down em um vídeo que viralizou na web, o delegado de Polícia Civil do Acre Fábio Peviane se afastou do cargo. A informação foi confirmada pela assessoria da Polícia Civil, nesta quinta-feira (6). Porém, o órgão afirma que o afastamento ocorreu em decorrência de problemas de saúde de Peviane e negou que a medida tenha ligação com a gravação, destacando que o processo administrativo é apurado pela corregedoria.

A reportagem do G1 tentou contato com o delegado, por telefone, mas não teve resposta até a publicação da matéria.

Nas imagens, gravadas dentro da Delegacia de Flagrantes de Rio Branco (Defla) e que viralizaram no último dia 1º de abril, o delegado faz comentários preconceituosos contra pessoas com síndrome de Down. No vídeo, Peviane declara que as pessoas com a síndrome são “filhos de ETs”.

Na última segunda (3), o delegado disse que estava arrependido dos comentários e afirmou que não esperava que as imagens fossem divulgadas. Segundo ele, se tratava de uma brincadeira do dia 1º de abril, Dia da Mentira, e que foi feita por ele e outros colegas que também estavam de plantão.

Após a divulgação do vídeo, o grupo Família Down do Acre exigiu que o delegado se desculpasse pelas declarações. O grupo afirmou que pretende mover uma ação por danos morais, caso o Peviane não se retrate publicamente.

Ao G1, o corregedor da Polícia Civil, Alex de Souza Cavalcante, afirmou, na última segunda, que o órgão já abriu um inquérito para investigar a conduta de Peviane. Cavalcante explicou que após a conclusão do inquérito deve ser aberto um processo de sindicância administrativa para apurar a responsabilização do servidor em virtude de possível transgressão disciplinar.

“Há a possibilidade de responsabilização na área penal, judicial e outra administrativa. As providências que estiverem a critério da corregedoria certamente vamos tomar. Não compactuamos com nenhum tipo de declaração que destoe da legalidade ou daquilo que é legal, moral”, afirmou.

As informações são do G1 AC, por Quésia Melo.

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