Acre tem o maior número de crianças de 4 a 6 anos fora da escola por falta de vaga, aponta Inep

frame_crechePouco mais de 22% das crianças de 4 a 6 anos de idade estavam fora da escola ou creche no Acre em 2017, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Os dados integram o relatório do 2 ciclo de monitoramento das metas do plano nacional de educação, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad).

O secretário de Educação do Estado, Marco Brandão, informou que a creche ou escola de 1º ao 5º ano é de responsabilidade dos municípios. Mesmo assim, em alguns municípios, o Estado tem escolas para essa faixa etária, já que essas cidades não têm condições de atender.

“A responsabilidade é dos municípios, não é que o governo queira se furtar, ao contrário, nós ofertamos em todos os municípios, exceto Rodrigues Alves, que a prefeitura municipalizou as escolas. A gente está fazendo nossa parte, que é do 5º ao 9º e ensino médio e ainda fazendo cobertura nos municípios, inclusive Rio Branco, porque não existe recurso para que os municípios façam frente”, disse Brandão.

Conforme o estudo, em todos os estados houve progresso no indicador de cobertura das crianças de 4 a 5 anos de idade entre 2004 e 2016. Apesar do progresso, o Acre foi o estado que alcançou a menor cobertura do país, com 77,7%.

Além do Acre, o Amapá, que registrou 76,3% de cobertura e o Distrito Federal, que teve 81,7%, também aparecem com os piores indicadores. No período, o maior progresso ocorreu em Tocantins, que teve uma variação de 41, enquanto o menor foi observado no Rio de Janeiro, variação de 3.

No contexto de cada região, os estados com a maior cobertura são: Roraima, com percentual de 93,5%, Piauí que apresentou 99,2% de cobertura e o Espírito Santo, com 95,5%. Além desses, aparecem Santa Catarina e Goiás com 92,8% e 89,2%, respectivamente.

O estudo mostrou que, apesar do crescimento contínuo em todos os estados, a meta estabelecida para 2016 de universalização não foi concretizada. As projeções, segundo os dados, indicam que, se a tendência de crescimento for mantida, a meta deve ser alcançada entre 2018 e 2020.

As informações são do G1 AC, por Iryá Rodrigues.